
Sentei-me aberta ao teu olhar desconfiado
De papel branco que chama palavras escondidas…
Escondidas, perdidas…
Ocultas no tempo e na urgência de viver…
Perdidas na vida que pensei sonhar
Ou que sonhei sem saber nem querer…
Só quero calar-me um pouco para me escutar
E não te encontro, oh paz das palavras silenciosas
Que no silêncio da poesia gritais mais que eu mesma!…
Perdi o jeito de me libertar em vós,
O treino, talvez… a sapiência!…
E nestas veias que vão perdendo força e saber
Por se esquecerem de si mesmas
A voz enfranquece, as palavras também…
E a paz não chega…
E este papel em branco que me viu crescer
Parece não ter mais espaço para o meu vazio…
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