1 hora e dez reais depois, chego a casa com uma experiência de vida!… Não se passou nada! Não fui atacada nem assaltada, não me perdi, não fui abordadae sequer, ninguém me atropelou, nem vi nenhuma tragédia!
Foram as ruas cheias… as pessoas aos magotes, o trânsito complicado, as ruas sujas, as pessoas feias, o barulho da ambulâcia, a incerteza de quem me olha… o medo! O medo de eu ser o próximo número das estatíscas da violência!
Não me sabia tal florzinha de estufa! Mas lembram-se da sensação de sair no centro de uma cidade desconhecida, para correr ruas e ruelas de lojinhas, de edificios, cafés e sitios… ou só calçada… a florista da esquina, o quisque, uma pastelaria bem no meio da rua com esplanada!! Lembram-se?!… Eu estou quase a esquecer-me! E isso deixa-me triste… Triste e confusa… perplexa talvez perante mim própria… talvez me estranhe por tanta estranhesa!…
… e a certeza de que quero uma cidade do meu mundo perto de mim, assim que possível!…
Posso até me habituar! Mas gostar? Nunca é uma certeza! Esta cidade é mesmo feia! Velha mas não antiga… que só tem piada de ver de fora pelos olhos de um turista que por momentos se transporta para um mundo que não é o seu, nem nunca será! “é giro, eles lá…”… “e as lojinhas engraçadas apinhadas”… “os cartazes”
Não foi uma tragédia! Apenas a minha primeira aventura sozinha a pé pelas verdadeiras ruas da cidade, fora deste mundinho protegido e restrito a que eu chamo de normal e real. Uma aventura sem tragédia, sem história para contar, mas com sabor amargo!…