quinta-feira, 29 de agosto de 2013

“EU NÃO CONSEGUIA”…

 

 

Renoir Mother and Daughters

- “Não sei como há mulheres que conseguem ficar em casa sem trabalhar!”…

- “Sem trabalhar, como?”

- “Sem fazer nada, só a cuidar dos filhos e da casa! Eu não conseguia!”

- “Pois, eu também não! É difícil! E não é para todas!”…

Foi isto que me apeteceu escrever de repente… porque a sociedade passou do oposto de descriminar as mulheres que trabalhavam, para descriminar as mulheres que ficam em casa com os filhos, com o cargo da casa e da dedicação exclusiva à família! É essa descriminação da sociedade que incute nas mulheres em geral um sentimento de inutilidade porque não saem todos os dias para trabalhar! Seja por opção ou por falta dela! E é esse sentimento de inutilidade que faz delas mulheres infelizes! Porque os outros incutem, nós assentimos, e não somos mulheres realizadas – somos inúteis!

Eu não consigo! Já passei por lá e não consigo! Já tive opção de… e não consigo! Trabalho sem ganhar dinheiro, poupava mais se… mas não consigo! E é por isso que admiro e apoio quem consegue, ou quem o faz e tenta conseguir diariamente! Seja por opção, ou por falta dela!

Quem trabalha e tem uma carreira profissional não é egoísta nem heroína! Umas fazem-nos por necessidade, outras pelo direito! E nada disso está errado! Como nada tem de errado respeitar quem todos os dias consegue…

Força “mulheres caseiras”! Fazeis o que mais ninguém consegue!

Tenho dito!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

ISTO DAS FAMÍLIAS…

 

September | 2012 | Heather Armstrong Photography

Isto das famílias tem muito que se lhe diga!!

Desde que me tornei adolescente que me chamavam gorda, porque tinha a bundinha avantajada e ums coxas que lhe faziam companhia… depois admiraram-se porque quase me tornei anorética… Agora que sou adulta e mãe de duas filhas e não faço nada para emagrecer, sou de facto mais magra… e chamam-me esquelética…

O porpósito deste parágrafo? Não sei… mas considerando os últimos acontecimentos, lembrei-me desse facto!

Quase a terminiar as férias, perante a minha pena penosa e sentida de ter que voltar à rotina e a outro país, a minha mãe responde prontamente – provavelmente até sem intensão de… – “ah, mas as tuas não acabam, as tuas férias continuam!”… saltaram-me todas as tampas possíveis, causei logo um fururu, e fiz bem questão de vincar o quanto tinha ficado magoada! Afinal, estava cansada de explicar que trabalho!! Estou a investir na minha vida profissional, procuro trabalhos como freelancer, estou em evolução, não estou parada! Tenho compromissos profissionais! Não ganhar dinherio (ainda) não quer dizer que esteja de férias, de papo para o ar o dia todo ou parte dele, a coordenar o trabalho das empregadas!!………

Isto quando na realidade me esperava trabalho a sério - como se considera culturalmente - que incluia respostas a emails e reuniões importantes! Se vai sair alguma coisa daqui não sei, mas que tinha trabaho à minha espera, tinha!

Ainda nas férias, no curto encontro que tive com o meu irmão do coração, a minha cunhada fez questão de me dizer sem rodeios que não percebia porque insistia no que estava a fazer! Quando é que arranjava um trabalho a sério, provavelmente de gente adulta?… “Não tens nada! Não tens curriculo…” “Não tens nada!”… “Não fizeste nada!” Na hora só me apeteceu partir-lhe a cara! Mas foi uma noite importante para mim, e no dia seguinte quase que só me apetecia mandar-lhe flores com um cartão e chocolates a agardecer o que tinha feito por mim!

Primeiro tenho a sorte de ter uma cunhada que apesar de não ser políticamente correcta, pelo menos já sei que não é falsa! Nunca fez um esforço por ninguém se sentir bem com as suas palavras, ou expressão, por isso sempre que me elogiou posso sentir que foi do coração! Antes assim do que dissimulada…

Segundo, foram os comentários dela, e a minha contra-argumentação, para lhe provar que estava errada – inicialmente numa tentativa de auto defesa e fuga à humilhação - que me mostraram a mim mesma a importância de todo o trabalho que tenho desenvolvido! Mesmo sem ganhar dinheiro, ou quase não ganhar dinheiro! Se não fizesse o que faço é que não teria nada e não me sentiria no caminho certo como sinto agora! Se não fizesse o que faço não tinha contactos, não tinha experiências, não tinha crescido como profissional e pessoa! A partir dessa noite senti-me muito melhor comigo mesma! E com mais energias para continuar o meu “insignificante trabalho”…

Depois disso, bastantes dias mais tarde, precisamente no dia a seguir de sentir saudades do meu irmão, no dia a seguir a sentir que apesar de não falarmos muito temos uma ligação especial, por ser dos únicos que me consigue fazer chorar de emoção e saudade (não sei bem porquê)… o único email que recebi dele é também uma crítica ao meu trabalho! Nada demais, mas ele que nunca disse bem, nem comentou, nem acompanhou muito bem as evoluções… a única coisa que soube dizer foi mal… se cahar até tinha razão na crítica, mas para além de me sentir frágil, ainda me chocam as pessoas que apenas sabem criticar sem nunca se darem ao trabalho de dizer bem ao que está bem… nada de apoios, que disso ninguém precisa!…

Mas bem, posto isto e isto posto, a família tem muito que se lhe diga, e nem sei se agradeça o que fazem ou não fazem por mim, se os critique pela influencia que têm no meu estado de espírito! Faria sentido escrever isto tudo se fossem apenas desconhecidos? Não, claro que não… faz sentido porque são pessoas que me são próximas, por quem tenho carinho ou uma relação qualquer por mais que queirafugir dela… um estranho não tem a mesma infuência sobre nós, porque não esperamos o mesmo de estranhos! Da família esperamos mais… assim como esperamos dos que nos são queridos… mas… deveríamos?…

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

NEM TODOS OS PAÍSES PERTENCEM AO MUNDO!

 

 

Já que o Brasil tem “1500” tipos de tomadas diferentes – acho que só cá em casa há uns 5 diferentes… - comprei este adaptador MUNDIAL para poder usar tudo de cá para o mundo e do mundo para cá…

E adivinhem: o Brasil não é deste mundo, porque apesar de todas as hipóteses, e as mais variadas opções permitidas por este completo adaptador MUNDIAL, ainda há duas tomadas cá em casa em que este adaptador não serve! Moral da história: fica sem efeito a ideia de usar o termo ventilador que comprámos em portugal propositadamente para as raras noites frias por aqui… já que a casa XPTO que vale milhões não tem isolamento nenhum, e qualquer variação de temperatura no exterior se reflectre dentro de paredes… sim, tinha que ser nessas duas tomadas, já que são as únicas de 220VV em que o termo-ventilador (e a minha prancha de cabelo) funcionaria… salva-se o quarto da mais velha, que é o único que vai ter direito a quentinho… e posso ir lá esticar o cabelo!

NOTA: Já devia ter desconfiado quando me disseram que o Dia Mundial da Criança aqui é noutro dia… é mundial ou não é mundial?… É, mas há países que não são deste mundo!…

Sim, emigrar é divertido, e o Brasil é o destino paradisíaco que todos desejam!!…

I’LL BE OK…

 

 

keep it simple.

 

Não consigo explicar a ninguém, nem a mim própria porque não sou feliz aqui… mas de facto não sou! É emotivo e não racional! E faço um esforço para racionalizar todos os dias… e encontrar mil motivos que me façam sorrir… que racionalmente até existem… é pena eu ser mais que razão! E ser a teimosia das teimosias que se deixa dominar pelo coração!…